Com qualidades e defeitos como qualquer outro ser humano...
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queria de ti um país de bondade e de bruma queria de ti o mar de uma rosa de espuma Mário Cesariny
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Espanha (..., Santa Cruz de Tenerife, Teide, Las Palmas de Gran Canaria, Maspalomas / I. Canárias, Palma de Maiorca / I. Baleares); França (Brest, Marselha, Aix-en-Provence, Avignon, Arles); Grã-Bretanha (Portsmouth, Londres); Itália (Napoles, Pompeia, Herculano); Portugal (..., I. Açores, I. Madeira); I. Bermudas (Hamilton); Brasil (Rio de Janeiro, Niterói, Belém do Pará, Fortaleza, Recife, Olinda); Venezuela (Caracas, Maracay, Puerto Cabello); Marrocos (Dhar-al-Bayda); Cabo Verde (Praia / I. Santiago, Mindelo / I. S. Vicente); Angola (Cabinda, Soyo / ant. Santo António do Zaire, Luanda, Sumbe / ant. Novo Redondo, Lobito, Huambo / ant. Nova Lisboa, Benguela / ant. São Filipe de Benguela, Namibe / ant. Moçâmedes); Africa do Sul (Cidade do Cabo); Moçambique (Maputo / ant. Lourenço Marques, Beira, Nacala, Parque da Gorongosa); Tanzânia (Dar-Es-Salaam, Mtwara) ...
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..." Vinícius de Moraes
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Interests
Caminhar, conversar, ver nascer o sol, passear na praia ao fim da tarde, ler, música, teatro, cinema, exposições, modelismo, informática...
Favorite Music
Muitas, depende do momento...
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"O valor das coisas não está no tempo que duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa) "... É possível que eu tente e erre, mas é impossível que eu acerte sem tentar..." (J.Ruy)
Passado o mar, passado o mundo, em longes praias, de areia e ténues vagas, como esta em que haverá de nossos passos a memória embora soterrada pela areia nova, e em que sobre as muralhas quanta sombra na pedra carcomida guarda que passámos, em longes praias, outras nuvens, outras vozes, ainda recordas esta, ó meu amigo?
Aqui passeámos tanta vez, por entre os corpos da alheia juventude, impudica ou severa, esplêndida ou sem graça, à venda ou pronta a dar-se, ido na brisa o sol às mais sombrias curvas; e o meu e o teu olhar guiando-se leais, de nós um para o outro conquistando - em longes praias, outras nuvens, outras vozes, ainda recordas, diz, ó meu amigo?
Também aqui relembro as ruas tenebrosas, de vulto em vulto percorridas, lado a lado, numa nudez sem espírito, confiança tranquila e áspera, animal e tácita, já menos que amizade, mas diversa da suspeição do amor, tão cauta e delicada - em longes praias, outras nuvens, outras vozes, ainda as recordas, diz, ó meu amigo?
Também aqui, sorrindo em branda mágoa, desfiámos, sem palavras castamente cruas, não já sequer os íntimos segredos que o próprio amor, porque ama, não confessa, nem a vaidade humana dos sentidos, mas subtis fraquezas vis, ingénuas e secretas - em longes praias, outras nuvens, outras vozes, ainda recordas, diz, ó amigo?
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Partiste e foi contigo a juventude. Ficou o silêncio adulto, pensativo e pródigo, e o terror de não ser minha estátua jacente sobre o túmulo frio onde as cinzas da infância desmentem - palpitar de traiçoeira fénix! - que só do amor ou só da terra haja saudade. Em longes praias, outras nuvens, outras vozes, tu sabes que a levaste, ó meu amigo?
UMA LINDA SEMANA PARA TI, JOMAN. OBRIGADA PELO LINDO VÍDEO. PARTILHO CONTIGO ESTE POEMA: Tempo fluvial
Se eu definisse o tempo como um rio, a comparação levar-me-ia a tirar-te de dentro da sua água, e a inventar-te uma casa. Poria uma escada encostada à parede, e sentar-te-ias num dos seus degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia: «Não te apresses: também a água deste rio é vagarosa, como o tempo que os teus dedos suspendem, antes de virar cada página.» Passam as nuvens no céu; nascem e morrem as flores do campo; partem e regressam as aves; e tu lês o livro, como se o tempo tivesse parado, e o rio não corresse pelos teus olhos.
A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua mais que perfeita imprecisão, os dias que contam quando não se espera, o atraso na preocupação dos teus olhos, e as nuvens que caíram mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações a abrir-se para dentro e para fora dos sentidos que nada têm a ver com círculos, quadrados, rectângulos, nas linhas rectas e paralelas que se cruzam com as linhas da mão;
a vida que traz consigo as emoções e os acasos, a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram e dos encontros que sempre se soube que se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo o rosto sonhado numa hesitação de madrugada, sob a luz indecisa que apenas mostra as paredes nuas, de manchas húmidas no gesso da memória;
a vida feita dos seus corpos obscuros e das suas palavras próximas.
um poema, um sorriso e um beijo embrulhado num macio olhar ...
O Primeiro de Todos os Meus Sonhos
o primeiro de todos os meus sonhos era sobre um amante e o seu único amor, caminhando devagar(pensamento no pensamento) por alguma verde misteriosa terra
até o meu segundo sonho começar— o céu é agreste de folhas;que dançam e dançando arrebatam(e arrebatando rodopiam sobre um rapaz e uma rapariga que se assustam)
mas essa mera fúria cedo se tornou silêncio:em mais vasto sempre quem dois pequeninos seres dormem(bonecas lado a lado) imóveis sob a mágica
para sempre caindo neve. E então este sonhador chorou:e então ela rapidamente sonhou um sonho de primavera —onde tu e eu estamos a florescer